Tag: Engenharia Forense

  • Perícia em acidente com ciclista: 3 Fatores Críticos no RS

    Perícia em acidente com ciclista: 3 Fatores Críticos no RS

    O trânsito na Região Metropolitana de Porto Alegre impõe desafios severos na convivência entre veículos de carga e a mobilidade ativa. Em rodovias de tráfego intenso, a infraestrutura nem sempre oferece margem de segurança. Um caso recente analisado pela nossa equipe exigiu uma minuciosa perícia em acidente com ciclista em uma alça de acesso, onde a falta de espaço geométrico foi determinante para um desfecho fatal.

    Neste artigo, a Bruxel Perícias detalha como a reconstrução técnica do sinistro, baseada em medições precisas e normas de engenharia, elucidou a dinâmica real do evento, demonstrando a importância de uma perícia em acidente com ciclista fundamentada em provas materiais.

    A investigação na perícia em acidente com ciclista

    Em muitos casos de atropelamento lateral, a premissa inicial das autoridades recai sobre o desrespeito à distância lateral de 1,50 metros prevista no Código de Trânsito Brasileiro. No boletim da ocorrência em questão, a acusação sugeria imprudência do caminhoneiro. Contudo, o papel de uma perícia em acidente com ciclista é questionar as evidências físicas com isenção.

    A análise do disco diagrama do tacógrafo revelou que o veículo de carga (um conjunto Scania com carreta) trafegava a apenas 20 km/h, velocidade compatível com a saída de curva e inferior à de uma bicicleta de estrada (speed) em marcha plana. Esse dado foi crucial para a perícia em acidente com ciclista levantar a hipótese técnica: seria possível que, na verdade, a bicicleta tentou uma ultrapassagem impossível?

    Metodologia Forense: O “Andar Cambaleante”

    Para validar a dinâmica, aplicamos métodos de reconstrução geométrica. Utilizamos literatura internacional, como os estudos de Watanabe (2024) e Selesnic e Kodsi (2016), fundamentais para qualquer perícia em acidente com ciclista que analise o equilíbrio dinâmico. Um ciclista não se move em linha reta absoluta; ele precisa de uma folga lateral para o “andar cambaleante”.

    O DNIT estipula que o espaço físico ocupado por um ciclista é de 75 cm. Porém, nossa perícia em acidente com ciclista focou em medir o espaço real que restava na via no momento exato em que a carreta tangenciava a curva, para verificar se essa distância regulamentar existia.

    A prova material na perícia em acidente com ciclista

    Ao projetar a geometria do caminhão sobre a alça de acesso da rodovia, identificamos a prova decisiva. Devido ao raio da curva e ao comprimento da composição, a carreta ocupava quase toda a faixa. As medições realizadas durante a perícia em acidente com ciclista indicaram que restavam apenas 35 centímetros de asfalto entre os pneus da carreta e o bordo da pista.

    A matemática aplicada nesta perícia em acidente com ciclista foi implacável:

    • O ciclista precisava de, no mínimo, 75 cm de largura física.
    • O espaço disponível era de apenas 35 cm.
    • Era fisicamente impossível realizar uma ultrapassagem segura pela direita.

    A dinâmica apurada mostrou que, ao tentar passar nesse “gap” exíguo, o ciclista perdeu o equilíbrio no desnível do asfalto. O uso de pedais clip possivelmente dificultou a reação, levando à queda sob os rodados.

    Conclusão técnica do laudo

    O laudo concluiu que o motorista do caminhão, focado no trânsito à esquerda para ingressar na rodovia, não realizou manobra imprudente. A perícia em acidente com ciclista demonstrou que o evento decorreu da tentativa de passagem da bicicleta em local sem infraestrutura adequada e sem espaço geométrico viável, caindo no ponto cego do veículo.

    Este estudo reforça que a culpa não deve ser presumida. Se você precisa de assistência técnica para esclarecer sinistros complexos no Rio Grande do Sul, conte com a expertise da Bruxel Perícias. Realizamos perícia em acidente com ciclista transformando vestígios em provas robustas.

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    Nota de Transparência: As imagens contidas neste post são reconstruções digitais de IA que fizemos para representar semelhança às imagens do laudo original porém preservando o sigilo das partes envolvidas, garantindo a confidencialidade, um dos nossos mais importantes pilares.

    Perícia em acidente com ciclista em alça de acesso na Região Metropolitana do RS mostrando falta de espaço lateral.

  • 3 Fatores Decisivos na Perícia em Atropelamento: Velocidade vs. Inevitabilidade

    3 Fatores Decisivos na Perícia em Atropelamento: Velocidade vs. Inevitabilidade

    A análise técnica de acidentes rodoviários no Rio Grande do Sul frequentemente se depara com um conflito complexo: determinar se o excesso de velocidade de um condutor foi a causa determinante do evento, ou se o sinistro ocorreria fatalmente mesmo dentro dos limites legais. Em um caso recente atendido pela Bruxel Perícias, uma minuciosa perícia em atropelamento realizada na região do Vale do Taquari foi fundamental para esclarecer essa dinâmica.

    Muitas vezes, a materialidade de um acidente parece óbvia à primeira vista, mas a física forense revela detalhes que mudam o entendimento jurídico. Neste estudo de caso, exploramos como a engenharia mecânica reconstrói a cinemática de um impacto fatal em rodovia federal.

    A Perícia em Atropelamento e o Desafio da Culpabilidade

    Advogados e seguradoras enfrentam constantemente o desafio de separar infração administrativa de causalidade física. No cenário analisado, o veículo trafegava pela rodovia, quando colidiu com uma pedestre idosa que tentava atravessar as pistas de rolamento fora da faixa de segurança no Vale do Taquari.

    A dor técnica central deste processo judicial residia em uma pergunta crítica: o motorista, que trafegava acima do limite de velocidade, poderia ter evitado a morte da pedestre se estivesse respeitando a sinalização? A resposta para essa questão exige uma perícia em atropelamento baseada em cálculos precisos de reconstrução, e não apenas em suposições. Sem essa análise técnica, corre-se o risco de atribuir responsabilidades de forma equivocada, ignorando os limites fisiológicos da reação humana.

    A Tese do Excesso de Velocidade e a Realidade Física

    É comum que a parte acusadora se apoie exclusivamente no fato de o veículo estar acima da velocidade permitida para alegar imprudência e responsabilidade total. De fato, nosso laudo apurou que o limite da via era de 80 km/h, enquanto o veículo desenvolvia uma velocidade levemente superior no momento da percepção do perigo.

    No entanto, uma perícia em atropelamento completa deve investigar além do velocímetro. É necessário calcular o “Ponto de Não Escapada” (PNE) — o limite físico e temporal a partir do qual nenhum motorista, mesmo o mais atento, conseguiria evitar a colisão. A tese simplista de que “velocidade mata” precisa ser confrontada com a análise da intrusão inopinada do pedestre na via e o tempo disponível para reação.

    Metodologia na Perícia em Atropelamento: Reconstruindo a Cinemática

    Para solucionar este caso no Vale do Taquari, a Bruxel Perícias utilizou metodologias consagradas na literatura internacional, como os estudos de Searle & Searle e as diretrizes da SAE (Society of Automotive Engineers). A base do cálculo iniciou-se pelas evidências físicas deixadas no asfalto: marcas de frenagem de 40 metros e a projeção do corpo da vítima a 15 metros do ponto de impacto.

    Utilizando coeficientes de atrito para asfalto seco (0,8) e considerando a inclinação da pista (descida de 2,3 graus), calculamos a velocidade inicial do veículo através da equação de Torricelli adaptada para dinâmica veicular. Cruzando esses dados com a distância de lançamento do corpo, foi possível determinar que o veículo trafegava a 85,91 km/h no início da frenagem.

    Esta etapa da perícia em atropelamento confirmou que o condutor estava 5,91 km/h acima do limite. Contudo, a metodologia técnica exigiu um passo adiante: simular o cenário hipotético onde o condutor estivesse respeitando rigorosamente os 80 km/h.

    O Fenômeno Wrap e o Tempo de Reação

    O ponto crucial deste laudo, que serviu como a prova técnica decisiva para a elucidação dos fatos, foi a correlação entre a dinâmica do impacto e o tempo de percepção-reação. A perícia em atropelamento analisou os danos no veículo e revelou um padrão clássico de “Wrap” (agarramento), onde o corpo da vítima, atingido nas pernas, é projetado sobre o capô e colide com o para-brisas antes de ser lançado ao solo. Isso confirmou a velocidade de impacto na faixa de 46 km/h (pós-frenagem).

    Ao calcularmos o Ponto de Não Escapada (PNE), descobrimos que a pedestre iniciou a travessia quando o veículo estava a aproximadamente 76 metros de distância. Considerando um tempo de percepção-reação padrão para situações inesperadas em rodovia (entre 1,5 e 2,0 segundos), aplicamos a física ao cenário hipotético de velocidade legal.

    A conclusão da perícia em atropelamento foi taxativa: mesmo se o condutor estivesse trafegando a 80 km/h (dentro da lei), e considerando um tempo de reação normal de 2,0 segundos — especialmente válido dado o tráfego de outros veículos que exigiam atenção aos retrovisores —, a distância necessária para parar seria maior do que a distância disponível,. Ou seja, a entrada da pedestre na rodovia criou uma situação de acidente fisicamente inevitável.

    Conclusão Técnica

    O laudo pericial concluiu que a causa mater do sinistro foi a conduta da pedestre ao iniciar a travessia em local impróprio (havia uma passagem segura sob um viaduto a 140 metros) e em momento inoportuno. A perícia em atropelamento demonstrou cabalmente que o excesso de velocidade do réu, embora existente, não foi o fator determinante para a ocorrência do óbito, pois o impacto teria ocorrido mesmo dentro dos limites legais de velocidade.

    Casos como este, no Tribunal de Justiça do RS, reforçam a importância de laudos de engenharia robustos para garantir o justo julgamento de lides de trânsito. Se você precisa de uma perícia em atropelamento para assistência técnica em processos complexos, entre em contato com a autoridade da Bruxel Perícias.

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    Nota de Transparência: As imagens contidas neste post são reconstruções digitais de IA que fizemos para representar semelhança às imagens do laudo original porém preservando o sigilo das partes envolvidas, garantindo a confidencialidade, um dos nossos mais importantes pilares.

    Perícia em atropelamento com análise de danos em para-brisas em rodovia de Lajeado RS.
  • Vício oculto em carro usado: 7 falhas de segurança no Vale do Sinos RS

    Vício oculto em carro usado: 7 falhas de segurança no Vale do Sinos RS

    A aquisição de um veículo seminovo na região do Vale do Sinos, especialmente quando vendido sob a premissa de ser de “único dono” e em “estado impecável”, é o objetivo de muitos consumidores que buscam valorizar seu patrimônio. No entanto, sem uma avaliação técnica aprofundada de engenharia, a negociação pode envolver bens que não atendem aos requisitos mínimos de trafegabilidade. Recentemente, a Bruxel Perícias atuou em um caso técnico complexo de vício oculto em carro usado, onde a negligência na manutenção e a omissão de informações vitais transformaram um SUV aparentemente robusto em um passivo mecânico e jurídico para a compradora.

    Neste artigo, detalharemos como a engenharia forense analisou a real condição do veículo e as graves desconformidades encontradas nesta região metropolitana.

    O Cenário Técnico na Compra de Seminovos

    O mercado de veículos usados no Rio Grande do Sul é dinâmico, mas exige cautela técnica redobrada. Muitos compradores acabam avaliando apenas a estética externa (lataria e estofamento), ignorando componentes vitais de engenharia que garantem a vida útil do bem. O caso analisado envolve um Chevrolet Tracker LTZ ano 2014, adquirido no Vale do Sinos. A oferta comercial indicava um veículo de procedência garantida e único dono.

    Contudo, logo após a aquisição, o veículo apresentou alertas luminosos no painel (Código 24) e ruídos anormais na rodagem. Estes sinais foram os primeiros indícios da presença de vício oculto em carro usado não informado no ato da compra. Nossa equipe foi acionada para realizar uma vistoria técnica completa e determinar a conformidade do bem com as normas vigentes.

    Metodologia para identificar vício oculto em carro usado

    Para identificar a extensão das avarias e a veracidade do histórico do veículo, utilizamos uma metodologia baseada nas normas da ABNT e em técnicas de inspeção visual detalhada. A correta caracterização de um vício oculto em carro usado exige buscar a causa raiz dos problemas e a conformidade com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e resoluções do CONTRAN.

    Nossa análise abrangeu desde a inspeção dos sistemas de rodagem e suspensão até a verificação documental cruzada em bancos de dados. O objetivo era documentar tecnicamente cada falha presente no SUV, fornecendo subsídios sólidos para a contratante.

    Análise Mecânica: Falhas Graves e Segurança

    A inspeção realizada com o veículo em elevador revelou que as falhas não eram apenas estéticas, mas sim evidências claras de manutenção corretiva não realizada, configurando um cenário crítico de vício oculto em carro usado.

    • Pneus Fora de Conformidade Técnica

    A segurança dinâmica do veículo estava severamente comprometida pelo estado dos pneumáticos. Identificamos pneus com a banda de rodagem desgastada além do limite de segurança (indicadores TWI), popularmente conhecidos como “carecas”. Além disso, havia uma grave divergência nas datas de fabricação (DOT), indicando pneus fabricados nas semanas 39/2015, 16/2018, 39/2019 e 07/2020 em um carro 2014, demonstrando uma “colcha de retalhos” na manutenção.

    Para agravar a situação, um pneu traseiro estava montado de forma invertida. Conforme a Resolução 913 do CONTRAN, a profundidade de sulco inferior a 1,6 mm proíbe a circulação do veículo, caracterizando um perigoso vício oculto em carro usado que coloca vidas em risco.

    • Suspensão e Transmissão com Avarias Críticas

    Na inspeção inferior, constatou-se que os amortecedores dianteiros e traseiros estavam com as coifas de proteção e batentes danificados ou ausentes, expondo as hastes a agentes abrasivos.

    Entretanto, o ponto mais crítico foi o diagnóstico na junta homocinética do lado do motorista: a coifa protetora estava rompida, apresentando vazamento ativo de graxa lubrificante. Se não corrigido, este tipo de vício oculto em carro usado leva ao trabalho a seco da junta, superaquecimento e eventual travamento do sistema, resultando na perda total de tração e risco de acidente em ultrapassagens.

    • Sistemas Auxiliares e Arrefecimento

    No cofre do motor, identificamos que a tampa do reservatório de expansão estava quebrada. O sistema de arrefecimento trabalha pressurizado (semelhante a uma “panela de pressão”) para elevar o ponto de ebulição do fluido. Essa falha impede a correta pressurização, elevando drasticamente o risco de o motor “ferver” e fundir, um prejuízo clássico decorrente de vício oculto em carro usado.

    Adicionalmente, o sistema de limpadores de para-brisa estava inoperante e a tampa do reservatório de água quebrada. Trafegar com limpador inoperante configura infração grave segundo o Art. 230 do CTB.

    A Divergência Documental: A Farsa do Único Dono

    Além das inconformidades mecânicas, a perícia documental refutou a alegação de venda de que o veículo seria de único dono. Através da análise do manual do proprietário e consultas a bases de dados estaduais (incluindo Detran de Pernambuco), comprovamos a existência de múltiplos proprietários.

    O histórico revelou um primeiro proprietário registrado no manual (“San… Sev…”), uma baixa de gravame e provável revenda em 2018 para um segundo proprietário em Pernambuco (“Edu… Mic…”), até chegar à família da atual contratante. A informação de “único dono” não procedia, configurando também um vício oculto em carro usado de natureza jurídica e comercial, dada a desvalorização do bem.

    Conclusão: A Relevância do Laudo Técnico

    O caso deste SUV no Vale do Sinos demonstra a importância crucial da vistoria técnica de engenharia na aquisição de usados. O que parecia um veículo conservado revelou um conjunto de falhas sistêmicas que comprometiam a segurança e a legalidade do patrimônio.

    Saber identificar e provar um vício oculto em carro usado exige conhecimento aprofundado de engenharia mecânica e normas técnicas. Seja para fundamentar uma ação judicial ou para negociar reparos extrajudiciais, o Laudo Técnico Pericial é a ferramenta que transforma suspeitas em provas técnicas fundamentadas.

    Se você adquiriu um veículo que apresenta defeitos não informados, ou se há suspeita sobre a real condição do bem, a análise técnica é indispensável para proteger seu investimento.

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    Nota de Transparência: As imagens contidas neste post são reconstruções digitais de IA que fizemos para representar semelhança às imagens do laudo original porém preservando o sigilo das partes envolvidas, garantindo a confidencialidade, um dos nossos mais importantes pilares.

    Detalhe técnico de pneu careca e suspensão danificada revelando um caso grave de vício oculto em carro usado no Vale do Sinos RS.

  • Incêndio em Caminhão no Vale do Sinos: 1 Falha Oculta que Gera Perda Total

    Incêndio em Caminhão no Vale do Sinos: 1 Falha Oculta que Gera Perda Total

    Quando nos deparamos com um cenário de incêndio em caminhão que resulta em perda total, a primeira reação de proprietários e seguradoras é buscar respostas imediatas. No entanto, a complexidade desses sinistros exige mais do que suposições; exige engenharia forense aplicada.

    Recentemente, a Bruxel Perícias atuou em um caso emblemático no Vale do Sinos, RS, envolvendo um Volkswagen Constellation que foi consumido pelas chamas enquanto estava estacionado. Este artigo detalha como nossa metodologia técnica identificou a origem do fogo, desmistificando a ideia de que veículos desligados estão imunes a sinistros elétricos graves.

    O Mistério do Veículo Estacionado na Madrugada

    Um dos cenários mais desafiadores para frotistas é o incêndio em caminhão que ocorre quando o veículo não está em operação. No caso analisado, o caminhão foi estacionado em um pátio no Vale do Sinos, próximo das 22h. O motorista desligou o veículo e se afastou. O pátio permaneceu deserto.

    Entretanto, as câmeras de monitoramento (CFTV), que analisamos minuciosamente quadro a quadro, revelaram que às 02h28 da madrugada — horas após o desligamento — sinais de fumaça começaram a surgir atrás da cabine, justamente no lado do motorista. Em poucos minutos, o fogo se tornou visível e, sem combate imediato, evoluiu para um incêndio generalizado que durou mais de 40 minutos, destruindo a cabine e comprometendo a estrutura do chassi.

    A Dúvida Comum: Caminhão Desligado Pega Fogo?

    Uma dúvida recorrente em processos de sinistro é a viabilidade técnica de um incêndio em caminhão iniciar-se sem a chave na ignição. A resposta técnica é sim. Mesmo com o veículo desligado, diversos circuitos permanecem energizados diretamente pela bateria.

    A literatura técnica, incluindo estudos da National Fire Protection Association (NFPA), aponta que baterias de veículos fornecem uma fonte de ignição competente. O motor de arranque, por exemplo, permanece em um circuito “semi-direto” com a bateria. Se houver uma falha no isolamento ou no componente, a energia acumulada é suficiente para gerar calor intenso e iniciar a combustão dos materiais plásticos e borrachas adjacentes.

    A Ciência Forense e a NFPA 921 na Investigação

    Para determinar a causa deste incêndio em caminhão, aplicamos os métodos do guia NFPA 921. Nossa vistoria no veículo identificou padrões de oxidação específicos na lataria da cabine. A análise das cores e texturas do metal oxidado indicou que o fogo progrediu de baixo para cima e de trás para frente, concentrando-se na região traseira inferior da cabine.

    Um ponto fundamental da perícia foi a análise da fiação elétrica. Utilizamos a técnica de mapeamento de arco elétrico. Ao examinar os resíduos dos cabos do motor de arranque, encontramos as chamadas “pérolas” de fusão nas extremidades dos fios rompidos.

    Essas pérolas são esferas de cobre formadas quando ocorre um curto-circuito. Diferente do derretimento comum pelo fogo, o curto-circuito gera temperaturas pontuais altíssimas, fundindo o cobre instantaneamente. A ausência dessas pérolas no restante do chicote elétrico do veículo foi um forte indicativo de que a falha elétrica primária ocorreu ali, nos cabos de alimentação do motor de arranque.

    O Rastro do Calor: Derretimento na Capa Seca

    A evidência física mais contundente encontrada por nossa engenharia neste caso de incêndio em caminhão estava na caixa de câmbio. Ao inspecionar a “capa seca” da transmissão (a carcaça metálica que acopla o motor ao câmbio), notamos que aproximadamente 50% da sua parte superior esquerda estava completamente derretida.

    O alumínio da carcaça fundiu devido a um calor localizado extremamente intenso. O componente posicionado imediatamente à frente dessa área derretida era justamente o motor de arranque.

    Isso corrobora com estatísticas do Conselho de Tecnologia e Manutenção da Associação Americana de Caminhões (TMC-ATA), que listam motores de arranque como causadores potenciais de incêndios. Uma falha comum é o travamento ou curto na solenóide de partida. Mesmo sem o comando da chave, uma solenóide defeituosa pode fechar o circuito, puxando uma corrente altíssima que superaquece os cabos sem fusível, inflamando o isolamento e, consequentemente, causando o derretimento do alumínio próximo e a destruição do veículo.

    Conclusão Técnica e Prevenção

    A análise forense concluiu que a causa de maior probabilidade para este incêndio em caminhão foi uma sobrecarga elétrica seguida de curto-circuito nos cabos do motor de arranque, possivelmente originada por falha na solenóide.

    Este caso ilustra a importância vital da manutenção preventiva nos componentes elétricos de partida e a necessidade de perícias especializadas para identificar a real causa raiz, especialmente em negativas de seguro ou disputas de responsabilidade. Entender a dinâmica do fogo não serve apenas para resolver um processo, mas para evitar que novas perdas ocorram.

    Se você enfrenta uma situação complexa envolvendo sinistros veiculares ou máquinas pesadas, nossa engenharia forense é o caminho para a verdade técnica.

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    Perícia de incêndio em caminhão Volkswagen Constellation em Estância Velha RS com foco em danos no motor de arranque.

  • Perícia em motor diesel: 1 perícia indireta no Vale do Sinos

    Perícia em motor diesel: 1 perícia indireta no Vale do Sinos

    A perícia em motor diesel é, atualmente, a ferramenta mais determinante para solucionar impasses técnicos e jurídicos sobre vício oculto em veículos pesados no Rio Grande do Sul. Em um mercado onde veículos com décadas de operação são comercializados, a fronteira entre o desgaste natural e o defeito preexistente pode ser tênue. Na Bruxel Perícias, utilizamos engenharia forense de alta precisão para esclarecer se uma falha catastrófica surgiu de um problema omitido ou de uma operação negligente por parte do comprador.

    Neste estudo de caso, demonstramos como a tecnologia de análise acústica aplicada em uma perícia em motor diesel foi capaz de identificar a origem exata de um dano em um caminhão Mercedes-Benz 709, auxiliando na proteção do patrimônio e no direito de defesa do nosso cliente, mesmo tendo apenas provas documentais indiretas para análise.

    O desafio técnico da perícia em motor diesel

    O cenário analisado envolveu um caminhão fabricado na década de 1990 que, em pouco mais de 50 dias após a venda, teve seu motor diagnosticado como “fundido” pelo comprador. O autor do processo, no âmbito do TJRS, alegava que o veículo já possuía vícios ocultos “de toda ordem mecânica”, exigindo o ressarcimento total de uma retífica completa.

    Para nós, o desafio inicial desta perícia em motor diesel foi investigar um ativo com mais de 30 anos de serviço. Um motor que opera normalmente por quase dois meses antes de apresentar uma quebra súbita levanta questionamentos técnicos imediatos: o dano era realmente preexistente ou foi fruto de uma sobrecarga operacional severa ocorrida após a entrega do bem?.

    Vício oculto e o papel da perícia em motor diesel

    A tese da parte contrária sustentava que o motor Mercedes-Benz OM364 possuía deficiências estruturais graves. Contudo, como engenheiro mecânico, observei que as evidências apresentadas — fumaça saindo pelo respiro do cárter e um ruído metálico rítmico — sugeriam algo mais específico. A necessidade de uma perícia em motor diesel tornou-se evidente para separar as alegações genéricas da realidade física dos componentes internos.

    Se o motor estivesse integralmente comprometido por vícios ocultos desde a venda, dificilmente teria suportado 53 dias de operação contínua sob carga. O conflito, portanto, residia em provar se a falha era global ou se estava restrita a um evento pontual de mau uso.

    Metodologia Forense: Inovação na perícia em motor diesel

    Diferente de vistorias comuns que dependem apenas do “ouvido” do mecânico, a Bruxel Perícias aplica metodologias fundamentadas em normas da ABNT e literatura internacional. Para este laudo, utilizamos a análise de emissão acústica, um método que permite diagnosticar patologias mecânicas através de ondas elásticas liberadas pelo material em desgaste.

    A execução da perícia em motor diesel envolveu a extração de áudio de vídeos do veículo, processados em software de edição e análise de áudio profissional. Esta técnica converteu o som do motor Mercedes-Benz em um espectro visual de ondas sonoras. Ao compararmos o veículo periciado com um modelo paradigma (saudável), validamos que ambos operavam na mesma rotação, com intervalos de 144 milissegundos entre as explosões, o que permitiu uma análise comparativa de altíssima fidelidade.

    Resultados da perícia em motor diesel no cilindro nº 4

    A investigação sonora foi definitiva para esta perícia em motor diesel. O espectro revelou que o motor não possuía uma falha generalizada: apenas o cilindro nº 4 apresentava uma amplitude de onda discrepante, “estourando” no gráfico, enquanto os cilindros 1, 2 e 3 mantinham uma constância operacional perfeita.

    A confirmação física validou o diagnóstico digital. Ao analisarmos um vídeo recebido do motor com o cabeçote removido, o pistão do quarto cilindro exibia aspecto enegrecido e folga excessiva, sinais claros de queima de óleo e contato metal-metal por falta de lubrificação. Os demais pistões mantinham seu aspecto metálico normal. Segundo as referências técnicas da Mahle e Mercedes-Benz, esse padrão de dano localizado é causado por operar o motor além do limite da razoabilidade e com níveis de óleo inadequados, caracterizando um dano provocado.

    Conclusão: Por que contratar uma perícia em motor diesel

    O laudo concluiu que a falha no cilindro nº 4 foi resultante de conduta negligente do operador, e não de um vício oculto preexistente. Além disso, identificamos que o proprietário realizou a retífica completa dos quatro cilindros sem necessidade técnica, tentando repassar ao vendedor o custo de uma renovação total de um motor com mais de 30 anos.

    A realização de uma perícia em motor diesel com base científica é a única forma de garantir que a verdade técnica prevaleça em litígios de alta complexidade.

    Na Bruxel Perícias, unimos tecnologia e experiência para oferecer laudos que servem como pilar de segurança jurídica.

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    Nota de Transparência: As imagens contidas neste post são reconstruções digitais de IA que fizemos para representar semelhança às imagens do laudo original porém preservando o sigilo das partes envolvidas, garantindo a confidencialidade, um dos nossos mais importantes pilares.

    Interface de software de análise de áudio em perícia em motor diesel demonstrando ondas sonoras de falha mecânica em caminhão Mercedes-Benz em Novo Hamburgo RS.

  • Perícia em aquaplanagem: 4 fatores que determinaram o acidente na BR-116 no Sul do RS

    Perícia em aquaplanagem: 4 fatores que determinaram o acidente na BR-116 no Sul do RS

    Um grave acidente de trânsito na rodovia BR-116, em trecho localizado na região Sul do RS, trouxe à tona o debate sobre a responsabilidade técnica e os limites da física em condições adversas. O sinistro, envolvendo um veículo Chevrolet Spin, resultou em danos estruturais severos, exigindo perícia em aquaplanagem e uma investigação profunda para esclarecer a dinâmica dos fatos. Neste contexto, a perícia em aquaplanagem executada pela Bruxel Perícias foi fundamental para fornecer subsídios técnicos ao TJRS, distinguindo entre falhas de manutenção e imprudência operacional.

    Os riscos ocultos no transporte de passageiros

    Para gestores de frotas e advogados que atuam em causas de trânsito, o cenário de um veículo saindo da pista em um declive sob chuva forte levanta dúvidas imediatas sobre a conservação do bem locado. O caso ocorrido no Sudeste Gaúcho exemplifica como a narrativa inicial de uma ocorrência pode ser incompleta sem um olhar especializado. Através da perícia em aquaplanagem, buscamos responder: o veículo falhou ou o condutor ignorou os sinais de perigo da rodovia?

    A controvérsia sobre o estado dos pneus

    A análise inicial da autoridade policial autuou o veículo por “mau estado de conservação”, baseando-se em um suposto desgaste excessivo dos pneus traseiros. No entanto, nossa análise técnica presencial revelou que, embora o pneu traseiro esquerdo apresentasse desgaste acentuado no ombro, os indicadores TWI (Tread Wear Indicator) ainda estavam em conformidade com o limite legal de 1,6 mm exigido pelo CONTRAN. A perícia em aquaplanagem demonstrou que a sujeira de barro e vegetação no local do acidente induziu a autoridade a uma conclusão equivocada, evidenciando a necessidade de limpeza técnica para uma avaliação precisa do brilho e contraste da borracha.

    Metodologia Forense aplicada à Reconstrução

    Para reconstruir este sinistro na Costa Doce, utilizamos o modelo físico-matemático de Horne Modificado, fundamentado na literatura técnica de Francis Navin (SAE 950138). Cruzamos os dados de rastreamento do veículo, que indicaram velocidades de mais de 130 km/h, com cálculos de força vertical (Fz) e pressão de calibragem. Esta abordagem científica permitiu à Bruxel Perícias determinar o limiar exato em que o veículo perderia o contato com o asfalto, transformando dados brutos em uma prova pericial robusta.

    O ponto de tropeço no eixo traseiro

    A prova definitiva da dinâmica foi encontrada na estrutura inferior do veículo. Identificamos uma deformação pontual severa na viga do eixo da suspensão traseira, arqueando o componente para cima. Esse dano é compatível com um impacto violento contra a quina da valeta de concreto da rodovia, funcionando como um “ponto de tropeço e catapulta”. Matematicamente, a perícia em aquaplanagem comprovou que o eixo traseiro da Chevrolet Spin iniciaria o fenômeno a apenas 48,1 km/h. Trafegar a mais de 130 km/h sob chuva intensa tornou a perda de controle um desfecho fisicamente inevitável, superando qualquer capacidade de reação humana.

    Conclusão e Responsabilidade Técnica

    O laudo concluiu que a causa primária do acidente foi a condução imprudente em velocidade excessiva, agravada pela fadiga do condutor, que havia iniciado sua jornada na madrugada. Além disso, a falta de calibragem semanal (provada pelo desgaste nos ombros do pneu) e a não utilização do cinto de segurança por passageiros foram fatores decisivos para a gravidade do resultado. A perícia em aquaplanagem ratifica que o cumprimento rigoroso dos limites de velocidade e a manutenção preventiva são as únicas defesas contra a física das águas.

    Precisa de um laudo técnico especializado para elucidar a dinâmica de um acidente de trânsito? Entenda como nossa metodologia de reconstrução forense pode auxiliar em seu processo judicial acessando nossa página de Perícia em Acidentes de Trânsito

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    Nota de Transparência: As imagens contidas neste post são reconstruções digitais de IA que fizemos para representar semelhança às imagens do laudo original porém preservando o sigilo das partes envolvidas, garantindo a confidencialidade, um dos nossos mais importantes pilares.

    Análise técnica de pericia em aquaplanagem em acidente de trânsito ocorrido na BR-116, em São Lourenço do Sul do RS, destacando a deformação do eixo traseiro de um veículo Chevrolet Spin
    Análise técnica e perícia em aquaplanagem de acidente ocorrido na BR-116, em São Lourenço do Sul RS

  • 1 Caso de Falha Estrutural e a Perícia de incêndio veicular no Litoral RS

    1 Caso de Falha Estrutural e a Perícia de incêndio veicular no Litoral RS

    Sinistros que envolvem fogo após colisões geram grandes desafios técnicos, especialmente quando há suspeitas de falhas de projeto. No Litoral Norte RS, um caso de perícia de incêndio veicular recente atendido pela Bruxel Perícias demonstrou como a configuração de componentes internos pode ser o fator determinante para a deflagração de chamas imediatas. Entender esses mecanismos é essencial para garantir a justiça técnica em processos judiciais.

    O Cenário da Colisão no Litoral Norte do RS

    O evento em questão envolveu uma colisão frontal excêntrica entre um veículo Peugeot 206 e um Ford Fusion. O impacto resultou em danos de grande monta, seguidos por um incêndio que consumiu ambos os automóveis. Para os envolvidos, entender se o fogo foi uma fatalidade ou consequência de danos específicos é o primeiro passo para a justiça técnica no contexto do TJRS.

    Investigação Profunda vs. Laudos Superficiais

    Muitas vezes, a causa do fogo é atribuída genericamente ao impacto. Contudo, na Bruxel Perícias, buscamos o nexo causal exato. Através da perícia de incêndio veicular, identificamos que a severidade do dano térmico estava concentrada no quadrante dianteiro esquerdo de ambos os veículos. No Peugeot, a análise revelou que componentes vitais foram atingidos devido a uma falha na distribuição de energia da colisão, algo que laudos superficiais costumam ignorar.

    Metodologia Forense e o guia NFPA 921

    Para sustentar nossas conclusões, aplicamos a metodologia do guia NFPA 921 (Guide for Fire and Explosion Investigations). Esta abordagem científica permite mapear os padrões de queima e o gradiente de dano térmico. No Litoral Norte, o mapa térmico do capô do Ford Fusion, que apresentava oxidação mais profunda no lado esquerdo, e o derretimento da carcaça de alumínio do câmbio do Peugeot (ponto de fusão superior a 600 °C) indicaram que o foco inicial surgiu na interface de esmagamento entre os dois veículos.

    O Conflito: Falha da Barra de Impacto Plástica

    A investigação técnica revelou um ponto decisivo: o Peugeot 206 utiliza uma barra de absorção de impacto frontal fabricada em material polimérico (plástico). Diferente da viga de aço encontrada no Ford Fusion, este componente sofreu uma fratura frágil, falhando em distribuir a carga do impacto para as longarinas.

    Este colapso permitiu uma penetração profunda, onde a estrutura do outro veículo atingiu o módulo de freio ABS e a fiação do farol. A perícia de incêndio veicular constatou que a ruptura das tubulações liberou fluido de freio em névoa, que foi inflamado por um curto-circuito na fiação rompida, gerando um arco elétrico de altíssima temperatura, superior a 1.000 °C.

    Análise Comparativa e os Danos nos Veículos

    Um detalhe fundamental para a conclusão deste caso foi a comparação entre os veículos. Enquanto o Peugeot possuía componentes críticos na zona de impacto, o Ford Fusion possui seu módulo ABS no lado direito, o que o protegeu de se tornar a fonte primária de combustível.

    Além disso, a perícia comprovou o relato da condutora do Fusion sobre o travamento do câmbio. Identificamos uma fratura frágil no suporte de alumínio da transmissão, causada pela energia do impacto antes mesmo do incêndio começar. Isso demonstra como a perícia de incêndio veicular deve ser integrada à reconstrução da dinâmica de colisão para ser completa.

    Veredito Técnico e Garantia de Direitos

    O laudo concluiu que a arquitetura específica do veículo, com componentes críticos posicionados na área de deformação desprotegida pela falha da barra plástica, foi a causa primária do incêndio. Este estudo oferece subsídio técnico essencial para processos judiciais, garantindo que as responsabilidades sejam atribuídas com base na engenharia forense e na física. A conformidade dos relatos dos envolvidos foi totalmente ratificada pelas evidências físicas.

    Se você precisa de uma análise técnica robusta para casos complexos, conheça nossos serviços de Perícia em Incêndios.

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    Nota de Transparência: As imagens contidas neste post são reconstruções digitais de IA que fizemos para representar semelhança às imagens do laudo original porém preservando o sigilo das partes envolvidas, garantindo a confidencialidade, um dos nossos mais importantes pilares .

    Detalhe técnico de perícia de incêndio veicular em veículo incendiado após colisão em Imbé RS, destacando o módulo ABS e fiações rompidas.

    Imagem: Reconstituição por IA de imagem de perícia de incêndio veicular.

  • Ingestão de pedra em colheitadeira: dano de R$ 130 mil no RS

    Ingestão de pedra em colheitadeira: dano de R$ 130 mil no RS

    Muitos produtores no Rio Grande do Sul enfrentam a difícil situação de uma negativa de seguro após danos severos em seus equipamentos. Recentemente, a Bruxel Perícias atuou em um caso emblemático no Noroeste Gaúcho, na comarca de Catuípe, onde o cerne da questão era a ingestão de pedra em colheitadeira durante a colheita de aveia branca.

    O desafio da prova técnica na colheita de aveia

    Na colheita de grãos, especialmente em culturas com alto volume de biomassa como a aveia branca, o operador muitas vezes perde a visibilidade do solo, o que aumenta consideravelmente os riscos de ingestão de pedra em colheitadeira. No caso analisado, a seguradora negou a cobertura alegando que, se houvesse um corpo estranho, deveriam existir marcas por todo o canal alimentador e plataforma. Como Engenheiro Mecânico e perito nomeado pelo TJRS, realizei uma investigação profunda para demonstrar que essa premissa nem sempre corresponde à física do processamento industrial agrícola.

    A divergência entre o dano real e a tese da seguradora

    A controvérsia técnica residia no fato de que a plataforma e o canal alimentador não apresentavam avarias significativas. A seguradora utilizou essa ausência de marcas externas para alegar um desarranjo mecânico ou desgaste natural, tentando se eximir da responsabilidade indenizatória. No entanto, a análise pericial demonstrou que a dinâmica de uma ingestão de pedra em colheitadeira é influenciada diretamente pelo tipo de cultura colhida.

    Metodologia forense aplicada em máquinas agrícolas

    Para fundamentar o laudo, apliquei metodologias estabelecidas pelas normas da ABNT para Perícias Judiciais. A inspeção técnica concentrou-se não apenas nos danos visíveis, mas na morfologia das fraturas e deformações, causadas pela ingestão de pedra em colheitadeira. Utilizamos o levantamento fotográfico detalhado para instruir os operadores do direito sobre as diferenças fundamentais entre uma falha por fadiga (desgaste gradual) e uma falha por impacto súbito (sinistro).

    A física do “colchão de palha” e o ponto crítico no rotor

    A grande revelação técnica deste caso foi a compreensão do comportamento da aveia branca dentro do sistema industrial da John Deere 9770 STS. Por gerar um volume massivo de palha, a cultura cria um verdadeiro “colchão” que isola a pedra durante o transporte inicial.

    Dessa forma, a ingestão de pedra em colheitadeira pode ocorrer de forma silenciosa nas etapas iniciais, pois a pedra viaja imersa na palha, sem colidir contra as paredes metálicas da plataforma. O dano só se manifesta de forma catastrófica no sistema de trilha e separação. Quando o material atinge o rotor axial em alta rotação (cerca de 850 rpm), a compressão aumenta e o volume de palha diminui ao ser processado pelos côncavos. Nesse momento, a camada de amortecimento cessa e a pedra — um objeto incompressível — é arremessada com violência contra as “gengivas” e grades, causando fraturas frágeis e deformações arredondadas características.

    Conclusão do laudo e nexo causal

    As evidências encontradas, como as fraturas rugosas nas peças de ferro fundido e as deformações nos côncavos, confirmaram um impacto súbito e de alta intensidade. O orçamento para o reparo dos componentes internos atingiu mais de R$ 130 mil, configurando uma perda parcial significativa coberta pela apólice de Penhor Rural. Concluímos que houve, de fato, o nexo de causalidade entre o obstáculo no solo e as avarias mecânicas, refutando a tese de desgaste natural.

    Se você enfrenta uma situação similar de negativa técnica (como a ingestão de pedra em colheitadeira), a precisão da engenharia forense é o caminho para esclarecer a verdade dos fatos. Conheça nossos serviços de Perícia em Máquinas Agrícolas e entenda como fundamentamos casos complexos no Rio Grande do Sul.

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    Nota de Transparência: As imagens contidas neste post são reconstruções digitais de IA que fizemos para representar semelhança às imagens do laudo original porém preservando o sigilo das partes envolvidas, garantindo a confidencialidade, um dos nossos mais importantes pilares.

    Fotografia técnica detalhando os danos internos após a ingestão de pedra em colheitadeira no município de Catuípe RS.

    Imagem: Representação de danos causados por ingestão de pedra em colheitadeira.

  • Caminhão tomba a 100km/h? Perícia derruba tese de Seguradora no RS.

    Caminhão tomba a 100km/h? Perícia derruba tese de Seguradora no RS.

    Categoria: Perícia em Acidentes de Trânsito | Frotas e Seguros
    Autor: Eng. Carlos Eduardo Bruxel

    A Metodologia da Perícia em Tacógrafo no RS

    Diferente de uma leitura superficial, a perícia em tacógrafo realizada pela Bruxel Perícias utiliza análise metrológica digital. Correlacionamos tempo, distância e a geometria da via para isolar o momento e a velocidade exata no ponto do sinistro.

    O Erro do “Pico de Velocidade” em Ações de Regresso

    É comum seguradoras utilizarem picos de velocidade registrados minutos antes do acidente para alegar agravamento de risco. Neste caso, ocorrido no Litoral Norte/RS, provamos, através da perícia em tacógrafo, que os 100 km/h ocorreram em uma reta quilômetros antes, enquanto o tombamento ocorreu entre 34 e 43 km/h, dentro do limite da via.

    Por que contratar um Assistente Técnico em Engenharia Mecânica?

    Em processos de alto valor, o advogado precisa de um laudo que se sustente tecnicamente frente ao TJRS. A Engenharia Forense traduz dados complexos em provas irrefutáveis.

    Ação de Regresso: Quando a Seguradora cobra a conta

    É um pesadelo comum para Transportadoras: após um acidente com tombamento de carga, a Seguradora paga o dono da mercadoria, mas entra com uma Ação de Regresso contra a transportadora para reaver o valor.

    O argumento é quase sempre o mesmo: “O motorista foi imprudente e agravou o risco”.

    Neste estudo de caso, ocorrido na região do Litoral Norte/RS, onde atuei como Perito Judicial (nomeado pelo Juiz), demonstro como uma leitura superficial do tacógrafo quase condenou uma transportadora injustamente.

    O Conflito: 100 km/h vs. Limite da Via

    A Seguradora (Autora) acusava a Transportadora (Ré) de negligência. A prova apresentada parecia contundente:

    “O disco de tacógrafo registra que o caminhão atingiu 100 km/h momentos antes do tombamento, em um trecho de curva e acesso onde o limite era muito inferior.”

    Com base nesse “pico” de velocidade, a seguradora pedia o ressarcimento integral do prejuízo da carga.
    Cabería à perícia em tacógrafo verificar: essa velocidade foi a causa do acidente?

    A Análise Pericial: Onde e Quando?

    A perícia em tacógrafo não é apenas ler números; é correlacionar Tempo x Distância x Geometria da Via.

    Ao realizarmos a análise microscópica e a reconstrução do trajeto, identificamos uma falha na tese da acusação:

    1. O Pico de 100 km/h: De fato existiu, mas ocorreu consideravelmente antes do local do sinistro, em um trecho de reta onde aquela velocidade era fisicamente possível e anterior ao evento crítico.
    2. O Momento do Tombamento: Ao sincronizar o diagrama do disco com o local exato da curva onde o caminhão tombou, a velocidade registrada caiu drasticamente.

    O Veredito Técnico

    Meu laudo pericial foi categórico ao informar ao Juízo:

    “No momento da perda de controle e tombamento, o veículo trafegava entre 34 km/h e 43 km/h. O registro de 100 km/h é pretérito e não possui nexo causal com o acidente.”

    A velocidade real (34-43 km/h) estava perfeitamente dentro do limite de segurança para aquela alça de acesso.

    Conclusão:
    A tese de excesso de velocidade da Seguradora caiu por terra. O tombamento ocorreu por outros fatores dinâmicos, não por imprudência de velocidade do condutor. A técnica correta e precisa de perícia em tacógrafo impediu que a transportadora pagasse uma conta que não era sua.

    Atenção Advogados e Frotistas

    Em processos de Ação de Regresso, não aceite a primeira leitura do tacógrafo como verdade absoluta. O contexto temporal é tudo.

    Seja como Perito Judicial ou Assistente Técnico, a Bruxel Perícias utiliza rigor científico para garantir que a verdade dos fatos prevaleça sobre interpretações equivocadas.

    👉 Precisa de um Laudo Técnico e Perícia em Tacógrafo? Fale conosco.


    Nota de Transparência: Este artigo baseia-se em um caso real onde o Eng. Carlos Bruxel atuou como Perito do Juízo. Detalhes foram omitidos para preservar o sigilo processual.


    Análise de perícia em tacógrafo sobre mesa de engenharia com paquímetro e lupa, ilustrando o cálculo de velocidade real em caso de tombamento de caminhão para refutar excesso de velocidade, realizado na cidade de Santo Antônio da Patrulha/RS.
  • Perícia em Vídeo de Acidente no RS: Como calculamos uma aceleração 85% acima da normalidade?

    Perícia em Vídeo de Acidente no RS: Como calculamos uma aceleração 85% acima da normalidade?

    Categoria: Perícia em Acidentes de Trânsito | Reconstrução Forense
    Autor: Eng. Carlos Eduardo Bruxel

    A Ciência da Fotogrametria na Perícia em Vídeo de Acidente

    Diferente de uma simples observação visual, a perícia em vídeo de acidente realizada pela Bruxel Perícias utiliza a fotogrametria. Essa técnica permite extrair medidas precisas de imagens bidimensionais, transformando pixels em metros reais. Ao mapear pontos fixos na via e correlacioná-los com o tempo de amostragem (frames por segundo), conseguimos determinar não apenas a velocidade média, mas a aceleração instantânea no momento do impacto.

    Por que o Vídeo Bruto pode enganar o Juízo?

    Muitos advogados cometem o erro de confiar apenas na impressão visual de uma câmera de segurança. No entanto, distorções de lente (efeito barril) e taxas de quadros variáveis podem fazer um veículo parecer mais rápido ou mais devagar do que realmente está. A perícia em vídeo de acidente corrige tecnicamente essas falhas, entregando um laudo robusto para o TJRS, eliminando subjetividades e baseando a prova em física pura.

    Consultoria Forense no Rio Grande do Sul

    A Bruxel Perícias (empresa técnica associada ao IBAPE-RS) atua estrategicamente em todo o Rio Grande do Sul. Nossa missão é fornecer assistência técnica especializada para que advogados tenham fundamentos científicos ao contestar ou produzir provas periciais complexas, como neste caso de perícia em vídeo de acidente.

    Introdução: O Vídeo “Fala”, mas a Física “Traduz”

    Com a proliferação de câmeras de segurança (CFTV) e celulares, é raro um acidente de trânsito hoje que não tenha algum registro visual.

    Para advogados e partes envolvidas, o vídeo parece a “prova absoluta”. Porém, aos olhos de um Engenheiro Forense, o vídeo bruto é apenas o começo. Ele pode enganar devido a ângulos, distorções de lente e taxas de quadros (FPS). Somente com a técnica da perícia em vídeo de acidente para obter a verdade.

    Recentemente, a Bruxel Perícias atuou em um caso de atropelamento, ocorrido na Região Sul do Estado do RS (Costa Doce), onde a chave da questão não era se o carro bateu, mas como ele se comportou antes do impacto.

    O Caso: Toyota Etios vs. Pedestre

    O acidente ocorreu em uma faixa de pedestres com semáforo. As imagens mostravam o veículo arrancando assim que o sinal abriu, atingindo o pedestre que terminava a travessia.

    A defesa alegava que foi um acidente comum de trânsito urbano. A acusação precisava provar que houve imprudência agressiva.
    Como transformar essa percepção subjetiva (“ele saiu rápido”) em um dado matemático irrefutável?

    A Técnica: Fotogrametria e Análise de Quadros

    Utilizamos a Fotogrametria Forense. Em vez de apenas assistir ao vídeo, nós o decompusemos quadro a quadro.

    1. Mapeamento: Identificamos pontos fixos no asfalto e medimos as distâncias reais no local.
    2. Cronometragem: Analisamos o tempo entre cada frame do vídeo.
    3. Cálculo de MRUV: Aplicamos as leis do Movimento Retilíneo Uniformemente Variado.

    A “Bala de Prata”: Aceleração de 2,6 m/s²

    Os cálculos revelaram um dado que o olho nu não via.
    O veículo percorreu 4,25 metros em apenas 1,27 segundos.
    Somente a técnica precisa da perícia em vídeo de acidente para obter estes resultados.

    Isso resultou em uma aceleração média de 2,6 m/s².
    Para contextualizar: uma arrancada suave e prudente em perímetro urbano gira em torno de 1,4 m/s².

    A Conclusão Técnica:
    O motorista impôs ao veículo uma aceleração 85% superior ao padrão de cautela. Isso transformou o argumento de “mero acidente” em uma evidência técnica de arrancada brusca e falta de avaliação de risco, caracterizando a imprudência grave.

    Por que Advogados precisam de Perícia em Vídeo de Acidente?

    Muitos processos são perdidos porque o advogado e a sua parte confiam apenas na “impressão visual” do vídeo. O juiz pode não se convencer.

    Mas quando você entrega um Laudo Técnico que prova matematicamente que a velocidade ou aceleração era incompatível com a via, a discussão deixa de ser “opinião” e vira “ciência”.

    Se você tem um caso de acidente com registros de vídeo (Câmeras de Segurança, Radares, Celulares), não deixe essa prova subutilizada.

    👉 Solicite uma Análise de Vídeo e Reconstrução de Acidente


    Nota de Transparência: Este artigo baseia-se em um caso real do acervo da Bruxel Perícias (Caso Toyota Etios). Detalhes identificadores foram omitidos ou alterados para preservar o sigilo judicial.


    Interface de software de perícia em vídeo de acidente e fotogrametria forense de vídeo de câmera de segurança (CCTV) de um acidente de trânsito ocorrido na cidade de Rio Grande/RS entre um Toyota branco e um pedestre, mostrando grade de medição, coordenadas e marcadores de velocidade.