Categoria: Perícia em Acidentes de Trânsito | Autor: Eng. Carlos Eduardo Bruxel
O vídeo “fala”, mas a Engenharia “traduz”: a perícia em vídeo de acidentes
Em processos envolvendo colisões em cruzamentos urbanos, as imagens de câmeras de segurança (CFTV) são frequentemente apresentadas como a prova definitiva. No entanto, para o ambiente jurídico do Rio Grande do Sul, o vídeo bruto é apenas um dado isolado que pode conter distorções de velocidade e tempo. Recentemente, atuei como perito em um caso complexo em comarca do Vale do Sinos (Região Metropolitana), onde a precisão matemática da perícia em vídeo de acidente (fotogrametria) foi o divisor de águas para a produção da prova pericial.
O Conflito: A disputa pelo sinal verde
O sinistro envolveu uma colisão em “T” entre um VW Gol e uma Fiat Toro em um cruzamento na região central da cidade. A seguradora negou a cobertura alegando que o segurado avançou o sinal vermelho. A disputa jurídica exigia mais do que “impressões visuais”: era necessário determinar o estado semafórico e a velocidade real dos veículos no milissegundo do impacto.
A Técnica: Fotogrametria e Calibração de Cena
Para este laudo e perícia em vídeo de acidente, utilizei a metodologia de Fotogrametria Forense, que consiste na identificação de pontos estáticos inalterados na cena para mapear distâncias reais. Um ponto crítico da investigação foi a correção dos vídeos: as imagens estavam aceleradas. Sem o tratamento técnico para sincronizar o tempo do vídeo com o tempo real, qualquer cálculo de velocidade seria nulo.
A Ciência da Reconstrução: Precisão Metrológica contra a Subjetividade
Para elevar a robustez técnica do laudo apresentado ao magistrado, a aplicação da fotogrametria forense na perícia em vídeo de acidente foi conduzida sob um rigoroso protocolo científico que elimina as margens de erro inerentes a meras observações visuais. A análise minuciosa exigiu a descompressão das imagens capturadas por câmeras de segurança, corrigindo distorções temporais e espaciais causadas por taxas de quadros variadas e lentes de baixa resolução que frequentemente geram falsas percepções de velocidade. Através do mapeamento de pontos fixos inalterados na intersecção urbana e da calibração métrica da cena com instrumentos de precisão, como a trena de roda, transformamos cada frame do vídeo em uma coordenada matemática de tempo e deslocamento real.
Este método de física aplicada permitiu determinar não apenas as velocidades reais dos veículos envolvidos no instante do impacto, mas também a cronologia exata do ciclo semafórico. O resultado desta perícia em vídeo de acidente foi a comprovação irrefutável de que o sinal vermelho já estava ativo por exatos 32 segundos antes da invasão do cruzamento, definindo a responsabilidade técnica pela colisão de forma incontestável. Tal profundidade na produção da prova pericial é o que diferencia uma consultoria de elite de uma inspeção comum, oferecendo aos advogados gaúchos e ao sistema judiciário o embasamento necessário para garantir a segurança jurídica em processos de alta complexidade e valor.
A “Bala de Prata”: 32 segundos de sinal vermelho
Ao decompor o vídeo quadro a quadro (30 frames por segundo), a perícia revelou dados irrefutáveis:
1. Cálculo de Velocidade: Provamos que ambos os veículos trafegavam acima do limite de 40 km/h da via (o Gol a ~51 km/h e a Toro a ~49 km/h).
2. A Prova Decisiva: O mapeamento semafórico demonstrou que o sinal para o condutor do Gol já estava vermelho há exatos 32 segundos antes da invasão do cruzamento.
Através desta perícia em vídeo de acidente, a desatenção foi matematicamente comprovada, refutando qualquer alegação de ofuscamento solar ou falha no semáforo.
Conclusão: Ciência a serviço do Direito no RS
Este caso ilustra por que advogados e magistrados do TJRS dependem da Engenharia Mecânica Forense. Um vídeo mal interpretado pode levar a decisões injustas. A reconstrução técnica e perícia em vídeo de acidente baseada em física pura e fotogrametria garante que a verdade dos fatos prevaleça, protegendo o direito e o patrimônio das partes.
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